Ana Maria – Parte 2

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Parte II

 Ana se percebia a cada dia mais automática e a vida cada dia mais sem sentido, mas não tinha animo e nem como reagir a isso, então continuava a seguir aquela mesma rotina de sempre, porque a vida algum dia sequer já teve algum sentido? Passava essa e mais algumas perguntas em sua cabeça quando fumava seu cigarro tranquila em sua pausa da tarde até que ouviu um cara de moto parado no meio fio chamando ela, com “moça…moça” e interrompendo sua inercia em pensamento, Ana já o odiou a partir desse momento, mas mesmo assim, foi até lá ouvir o porquê ele a chamava. Ele, João, só queria pedir uma informação, era motoboy a pouquíssimo tempo e ainda estava um pouco perdido naquela imensa cidade, mas ao pedir informações aproveitou para dizer a Ana o quanto ela era bonita e pediu seu telefone, Ana, que tinha odiado João por interromper seus vagos pensamentos, achou bastante abusado o elogio, e corou levemente, mas achou que não perderia nada com isso e passou o número de seu humilde celular para João, e aquele dia Ana sorriu e o sol se pôs diferente.

 O banho quente ao chegar em casa foi mais curto, o que sobrou um tempo vago sentada a mesa de pés no chão, cabelo molhado e cigarro na mão, e Ana usou esse tempo despretensiosamente para pensar que um momento pequeno que seja que foge minimamente da rotina, a fazia pensar e sentir um diferente que mal conseguia se auto explicar, mas que trazia um quentinho raro ao peito. E não conseguiu deixar de pensar em João, e no vago e misterioso tempo que imaginou entre o momento em que ele ligasse até serem bastante próximos, ou até um possível fim de um possível relacionamento. Naquela noite João não telefonou e Ana por esse ou qualquer outro motivo, foi dormir se sentindo mais confusa do que costume.

O dia seguinte começou e seguiu rotineiro, e a moça mais nada sentiu, até seu celular vibrar em cima da mesa com o nome de João, e passou pela cabeça não atender simplesmente, mas foi até o toalete já que faltava algum tempo até sua pausa. Ana atendeu sem graça, fechando a porta atrás de si, e quando mal percebeu já estava rindo e conversando com ele naturalmente, tendo uma conversa que realmente se interessava como a muito tempo não acontecia.

João era simpático, comunicativo e muito bom em puxar papo e fazer piadas, recente na cidade, passava tempo demais sozinho e achou que seria uma boa ideia ligar para Ana. Ela sorria bastante e o som de sua risada era bonito aos seus ouvidos. Marcaram de se encontrar sábado próximo.

Continua…

Texto: Cassia Matias

Imagem Via

Leia a parte 1 aqui  ]

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