Desafio de Escrita – Aquariana

maquina-de-escrever-vintage-em-mesa-de-madeira_1150-18071.jpg

Eba! Finamente montei um desafio de escrita aqui no blog, como havia mencionado que faria nesse post aqui,  e acabei mesclando temas que tirei da minha cabeça, desse canal e desse desafio. E farei textos com esses 20 temas, não vou definir um tempo e nem fazer na ordem, porque nunca se sabe quando e como vem a inspiração, e conforme for fazendo vou atualizando esse post e sinalizando os títulos com a hashtag #DDEA (Desafio de Escrita Aquariana) e o número correspondente.

1- Descrição de um personagem.
2- Criar uma narrativa a partir de algo (música, conversas…)
3- Autobiografia curta (500 palavras)
4- Usar trecho de jornal / Revista / Panfleto para base de uma historia
5- Diário fictício
6- Uma carta
7- Apenas diálogos
8- Um dia na praia
9- Em um quarto
10- Em um bar
11- Descrição de um lugar
12- Vermelho
13- Abajur
14- Metrô
15- Escreva algo de terror
16- Pegue um livro próximo, abra na página 20, leio um paragrafo e use como base
17- Seja uma pessoa totalmente diferente de você
18- Cotidiano
19- Felicidade
20- Tristeza

Imagem Via

Beijos

Anúncios

Onde moram as borboletas?

borboleta-em-uma-flor_1253-1003

Aquelas que habitavam em mim, mas não eram bem vindas
Elas se eriçavam sem medo de ser feliz, me fazendo ter palpitações e corar
Por rostos, olhares, sorrisos e palavras, não eram sempre certos e verdadeiros
Elas não eram bem vindas!

Odiava elas, e por isso elas foram embora?
Cansaram de viver escondidas, cansaram de serem em excesso,
Cansaram de não serem cuidadas, cansaram de voar por erros,
É possível sentir falta de algo que se odiava?

O que pode ser pior que senti-las demais
Não sentir nada?
Acumulo ou falta?

Onde elas moram?
Talvez se foram com aquela menininha sentimental demais que estava aqui
Talvez foram abafadas pouco a pouco, ano a ano, decepção a decepção, sem perceber

__________

Texto: Cassia Matias

Imagem via

Ainda me lembro…

old_20people_s_20hands

Bom o tempo que passo sobre a janela pingada de chuva, em tempo frio, na companhia de meu quinto ultimo cigarro do dia e com um chá de alecrim quente. Pensando em paz sobre minha vida e o que se passou por ela.

Como o dia em que vimos o sol se por naquela praia vazia, com aquele vento frio, depois de um dia cheio e estressante de trabalho e o quanto aquilo nos tranquilizou. Ou quando dançamos uma música que nem conheço, bêbados no meio da nossa sala, com altas gargalhadas das danças tortas e desengonçadas. Da vez que peguei no sono em seus braços enquanto você lia seu livro de poesia do seu poeta preferido. Quando brigamos e nos reconciliamos depois de cinco minutos, muito mais apaixonados. Da vez em que pegamos chuva na volta pra casa e aquilo lhe rendeu uma gripe daquelas.

Estranho que sempre essas lembranças que me vem a cabeça de primeira, elas são as mais vivas, claras e felizes, as que sempre me lembro, mesmo tendo as vivido a mais ou menos quarenta e sete anos atrás.

 

Texto: Cassia Matias

Imagem: via

Em Uma Cafeteria Qualquer…

large2

 

(…) e de repente saio de inercia e me vejo sentada sozinha, o café já está frio e mesmo não querendo admitir acho que nosso amor também deixou a quentura de lado. Você não apareceu e eu sabia que não viria, mas, não pude deixar de ter esperanças. Aquilo tudo foi real e intenso não só pra mim, tenho certeza. E eu, tola que sou realmente achei que viria me encontrar em nome de tudo que vivemos. Só percebi ter lágrimas quando algumas pessoas passaram olhando em meu rosto. Não posso chorar. Não posso chorar. Repetia em pensamento enquanto limpava o rosto com pressa e pagava o café frio em que não tomei e que você não tomou, para se chorar, chorar em outro lugar. Ajeitei a franja e arrumei a postura para transparecer uma força inexistente. Sai andando e dobrei a esquina com destino a te esquecer de uma vez por todas.

-Por favor, você viu uma moça baixa com franja nesse café? – disse fadigado, um moço atrasado para o seu feliz para sempre.

Texto: Cassia Matias

[Imagem via]